Eu não sei bem se dá, na cabeça das mulheres, a decisão de chupar o pau de um cara. No meu caso, acontece a despeito do que eu resolva pensar ou deliberar a esse respeito: tem mulher que eu chupo sem pensar e tem mulher que eu não chupo nem pensar. As moças que me desculpem, mas não é um processo racional, muito em bora eu possa tentar enumerar alguns fatores que – sem dúvida – influenciam o “processo”, se é que podemos chamar isso de processo: o beijo, o gosto do beijo, o cheiro da pele (perfume não conta, e homem sabe a diferença), a animação e o ‘entusiasmo’ da moça também contam, claro.

Eu me sinto um pouco como um analfabeto funcional quando tento ler os sinais ligados ao boquete. Isso não me frustra mais, apesar de me deixar meio sem chão vez por outra. O que acontece é que um homem acaba aprendendo a ler sinais por pura necessidade. Se eu não soubesse a diferença entre uma mulher que quer me dar e outra que não quer nem me beijar, não é exagero dizer que eu ainda seria virgem. Por mais injusto que seja, as mulheres simplesmente têm que dizer um “sim” ou um “não” pra conseguir o que querem. O lado positivo é que elas não passam fome, mas o lado negativo é que não aprendem direito como ler os sinais nós, homens, emitimos sem parar. Acreditem moças, já conheci mulheres por aí que me deu vontade de chupar depois de duas ou três palavras e olhares.

No caso das mulheres, tive que aprender a enxergar aquele momento em que elas decidem se gostam ou não de você. Depois de decidirem se gostam ou não, vem o momento meio crítico, que é quando elas olham pra você e avaliam mal e porcamente se você é gostoso. Não me levem a mal, mas não me refiro ao “gostoso” usado comumente. O meu “gostoso” inclui desde beleza física até bom humor, passando por beijos agradáveis e proficiência sexual. O problema começa por aqui… e a diversão também.

Depois dessa decisão favorável, a mulher está – de fato e de direito – aberta pra mim. Vez por outra eu gosto de atrasar um pouco o primeiro beijo ou a primeira transa. Esticar e protelar a impaciência gostosa que as mulheres sentem quando estão abertas. Talvez seja um pouco cruel, ou talvez seja somente uma vontade boba de querer aprender. Aprender, sim. Porque o que acontece é que as moças abertas são as mais difíceis de ler, e é nesse estado de abertura que elas se decidem sobre o boquete. Algumas parecem curtir o lance todo de ter um pau na boca e tal, enquanto pra outras aquilo ali é um suplício de tentar disfarçar a náusea e o desagrado. Eu tenho que respeitar essas moças que chupam mesmo quando não querem. Eu nunca forcei ninguém, mas também não neguei acesso (que eu me lembre).

Ainda assim eu me pergunto: pra uma mulher, o que é um boquete? E não consigo ler nada do que se mostra.

Eu sinto falta dela. De um jeito que parece bobo, porque não é a conversa ou a beleza, mas o cheiro e o toque que me fazem falta. Umas saudades meio que infantis de trepar devagar de conchinha debaixo das cobertas em dias frios. Saudades do cheiro da respiração profunda de quando ela dorme. Saudades de acordar com aquela pele encostando na minha.

As piadas que a gente sempre contava depois de transar, aquela preguiça gostosa de levantar pra lavar o pinto depois. Acho que estou ficando cansado de transar com mulheres que não me dão vontade de conversar depois.

Sempre ela, a saudade.

Ficar velho tem suas desvantagens, admito: a barriguinha que não volta mais, o cansaço, a falta de paciência. Por outro lado, sexo é menos esporte que brincadeira, e o velho aqui vai ficando cada vez melhor com esse tempo que passa devagar. E ela pede pra eu fazer assim, diz que gosta de fazer assado, acha que seria legal ir assim ou pra cá… been there, done that.

É ótimo brincar de professor, fingir que está no topo do mundo. Mostrar as brincadeiras que – de fato – se aprendeu nesse tempo de estrada. Lembro-me especialmente de uma mocinha muito assanhada que não queria tirar a calcinha num momento em que estávamos já agarrados, na cama dela, de cuequinha e calcinha. Sabe aquele “não” que na verdade já diz tudo, porque ela de fato não quer te dar, mas que também expressa um certo desespero de quem não achou que iria gostar tanto da brincadeira? Esse “não” só dizia no meu ouvido assim: pára de insistir em me comer, cara, eu quero ficar aqui de boa, mas sem sexo, e isso não vai rolar se você ficar insistindo, porra! E eu, no auge da minha putice, pensei comigo mesmo: tenho que jogar dos dois lados.

Simples assim: eu continuo deixando a pegação rolar, sem insistir no sexo, mas estimulando só o sexo. Isso significa, basicamente, evitar abraços muito apertados que não incluam ralar meu pinto por cima da calcinha dela. Também implica em puxar a mão dela pro meu pau, dar-lhe aquele princípio de dedada, só pra dar vontade, maneirar nos beijos, pra não distrair a atenção, e – claro – usar aqueles pontos fracos que toda mulher tem, mas que variam de mulher pra mulher. Se tu levou a mina pra cama peladinha, é de se esperar que você já tenha esse conhecimento, mesmo que só um pouco.

Num jogo de bilhar, esse tipo de sacanagem é o que a gente chama de sinuca de bico: ela não quer parar, mas não quer prosseguir. Aí você pára e prossegue: pára, porque diminui o estímulo que ela quer (o da pegação), e prossegue, porque aumenta o estímulo na parte que ela não quer (a da trepada). É uma puta sacanagem, e eu não recomendo o uso constante em namoradas ou esposas (a não ser que elas peçam), porque não é legal forçar uma trepada quando a mina não quer. Por outro lado, você vai acabar ganhando uma admiradora do seu potencial, mas que vai ter medo de se abrir pra ti de novo, já que sabe da sua “insistência” ou dos seus perigos… entendem?

Quanto à moça em questão, não trepamos. Ela resistiu bravamente, porque queria que eu dormisse na casa dela aquele dia (algo que vai contra certos princípios meus). Acabou oferecendo um boquetinho e sabe-se-lá-o-que-mais se eu ficasse por lá, mas aí fui eu quem decidiu partir. Até hoje a diabinha mantém contato comigo, e o papo sempre descamba pra leves putarias, do tipo que cabem em mensagens instantâneas.

Algumas coisas estão tão entranhadas na gente a ponto de parecer que são a gente mesma. Por exemplo, mesmo que não valha nada, uma prova vai inevitavelmente mobilizar os estudantes. No meu caso, foram os elogios.

Começamos a conversar no ônibus, eu com minha de europeu e sotaque americano no inglês, ela com cara de coreana e aquele “R” puxado que os russos levam pro inglês. Quando estávamos trepando no meu quarto, três dias depois, eu ficava tentando descobrir o que ela estava sussurrando em russo no meu ouvido. Quando ela reparou que eu estava encucado com a cena, resolveu me explicar: disse que eu sou bom. Bom? É. Beijar, abraçar, foder. Bom. E essa é a primeira vez que eu lamento ter um corpo “asiático”, por que você é grande demais pra mim.

Normalmente eu não ligo pro tamanho do meu pau durante uma foda, mas eu não tive como ignorar um elogio tão espontâneo. Não quis contar sequer pros meus amigos mais próximos, pra não estragar.

Apesar de ter criado um novo endereço – que se mostrou bem interessante por um tempo – o fato de precisar pagar e administrar aquele emaranhado de códigos fez o blog lentamente ficar pesado demais (pra mim, não pros browsers).

E sabiam que esse blog continua recebendo comentários e visitas? Já faz mais de um ano desde que decidi abandoná-lo, mas volta e meia o danado aparece de novo na minha caixa de emails. Além disso, agora eu tenho um motivo muito bom pra não abandoná-lo, mas esse eu prefiro guardar pra contar mais tarde.

Por enquanto, esse post fica como indicação de que voltei a prestar atenção nessa página infinita.

Peraí que eu já escrevo!!!!

Vou te dizer, cara… Eu adoro quando o açúcar e o doce e o gostoso da vida são falsos.

Devo ser blog cabeça mesmo…

Fucei um pouco no BestBlogsBrazil.com e descobri a seguinte categoria: Melhor blog adulto.

Os dois primeiros só tem umas fotos de mulher pelada fazendo carinha-de-quem-tá-gostando-demais (carnaval chegando…). O terceiro lugar me pareceu mais massa, já que tem o lance da garota de programa e coisa e tal. O quarto realmente é uma putaria e uma sacanagem, mas não gostei. O quinto me pareceu meio perdido nessa categoria.

Enfim… eu aqui falando mal de blogs que se deram bem tô me sentindo muito Schopenhauer. Devo ser muito Blog Cabeça mesmo…

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Ela trouxe uma amiga pra conhecer nosso apê. Disse pra eu levar algo pra bebermos, e eu perguntei o quê. Ela disse que confiava no meu bom gosto.

Oi, tudo bem. Eu sou o famoso blablablá, e você? Sim, ela fala muito de você. Pra falar a verdade, acho que – pelo que ela conversa contigo – você deve saber mais sobre minha vida sexual do que eu próprio. Não, não. Ultimamente minha vida sexual tá só com ela mesmo. Você acha disperdício? Peraí, o que ela vai pensar de você chupando meu pau?

Ela não achou nada, ou pelo menos não disse. Voltou da cozinha com três taças de vinho, olhou pra nós com cara meio assustada e meio safada. Sentou-se, e tomou um gole antes de me oferecer a taça. Aí ela deve ter achado minha expressão engraçada, porque riu de mim. Não riu pra mim. Aliás, as duas riram de mim: ela com o vinho na mão, e a amiga com meu pau na mão.

Tenho que admitir que adoro coisa velha. Não, eu não tô falando de mulher velha.

Na verdade, estou me referindo a filmes velhos, especialmente entre as décadas de 60 e 80. Tipo Hair ou Rocky Horror Picture Show

Feliz: a gente sabe que todo aquele zeitgeist de putaria, drogas, roquenrou e sem-vergonhice continua existindo dentro das nossas relações sociais e sexuais! Amigas que só não pegam suas amigas sabe-se lá porque! Putarias e drogas e experiências psicodélicas que se engendram em dispositivos completamente inusitados! Deleuzeanamente inocentes! Essas coisas que se insinuam nas rachaduras de amizades e animosidades…

Raiva: é só isso… só insinuação.

É possível ser porra-louca em 2007??? Ou será que essa expressão jamais deixará de ser lembrada como título de filme infantil?

Caros leitores, visitantes, habituées e pára-quedistas,

Este blog tem o orgulho de anunciar que foi indicado para o selo de Blog Cabeça da Sentimental:

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Cá entre nós, eu não sei bem o que fazer… não acho que o Sacanagem seja um blog cabeça, mas se tão dizendo!

Tenho que indicar mais gente?