Asiática lindinha canadense na boate

A história começa comigo, sozinho no hostel pensando que era Sábado a noite. Sozinho em Las Vegas, cansado de viajar, querendo economizar dinheiro. Fui ao banheiro do meu quarto, que é munido de três beliches, uma pequena cozinha e até banheira. “Os padrões de Vegas são fantásticos quando se trata de hospedagem”, falei em voz alta, olhando para a banheira enquanto mijava. “Foda-se.” Resolvi trocar de roupa e partir pra Surrender, boite que fica no hotel Encore: é hoje que eu vou pegar mulher.

Embarquei no Deuce, sentindo um frio na barriga. Passei os vinte minutos da viagem imaginando o preço absurdo que iria pagar pra entrar.

Chegando lá, fiquei abismado com o tamanho da boate, com o jogo de luzes, com a ostentação. Da saída lateral eu via uma piscina povoada de sofás brancos na parte mais rasa. Ao redor da piscina, camas e sofás de veludo vermelho espalhavam-se. De um lado, um ambiente interno com mulheres maravilhosas dançando semi-nuas. Do outro lado, várias mesas de jogos: poquêr, roleta, blackjack. Virei-me para um dos leões-de-chácara do local e perguntei, em Inglês perfeito: “o lugar tem cara boa. o que que rola?” Ele disparou a sua resposta automática: “é a surrender nightclub, 30 dólares pra entrar, DJ blá e DJ blú vão tocar.” Sem piscar, perguntei: “e como eu faço pra entrar?” Ele deu uma risada e me disse: “vai na lista de convidados e diz que <nome dele> te colocou na lista.” Agradeci a gentileza e parti para o ataque.

Funcionou como um relógio. Agora estou dentro de uma das boates mais fodas do mundo, sozinho e bem-vestido, sem pagar um tostão sequer. Havia chegado cedo, então comecei a me ambientar antes de partir para a batalha. Conheci três sujeitos bem-apessoados, e nos dividimos em grupos de dois. Depois de zoar um pouco com esta menina e com aquela, começamos a caminhar pela pista de dança.

Vi uma linda asiática de vestido branco e óculos de nerd. Cheguei dizendo oi com olhos de raio laser, e ela parecia hipnotizada. Conversamos por uns cinco minutos. Conversa tão fiada que nem me lembro o que falei, porque realmente não importa. “Oi, meu nome é tal”, “você é gata”, etc. Peguei seu telefone e parti.

Algumas horas depois, estava sentado em um dos sofás e a vi passando. Chamei sua atenção e dois minutos depois já estávamos nos beijando.

What happens in Vegas stays in Vegas.

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